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Publicado em: 26/02/2026

Como o “golpe do falso advogado” configura crime de estelionato, Comissão de Fiscalização mantém atenção às novas versões da fraude

A cada nova tentativa ou sofisticação de golpe virtual que utiliza indevidamente o nome de advogados em diferentes regiões do país, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) precisa agir na mesma velocidade dos criminosos. Por trás dos alertas públicos direcionados à população, existe um trabalho contínuo de monitoramento, apuração e resposta institucional para evitar novas vítimas. Em Cascavel, a Subseção também está mobilizada, de forma colegiada, no enfrentamento da prática criminosa e na defesa da advocacia.

O chamado “golpe do falso advogado”, que configura crime de estelionato,  sem prejuízo de outros delitos e podendo, conforme o caso, caracterizar exercício ilegal da profissão, vem evoluindo com o uso de novas ferramentas tecnológicas, como manipulação de voz e imagem. A fraude ocorre de diferentes formas, inclusive com a utilização indevida de certificados digitais alugados, comprados, furtados ou roubados de advogados reais.

Por meio da Comissão de Fiscalização, a OAB Cascavel recebe denúncias, verifica o uso irregular do nome de profissionais, comunica as autoridades competentes e contribui para a produção de materiais educativos de prevenção. O trabalho também envolve diálogo com escritórios, orientação à classe e incentivo ao registro formal de ocorrências.

De acordo com a presidente da Comissão, doutora Maruzia Paola Fernandes, a prioridade institucional é prevenir danos, evitar novas ocorrências, preservar a confiança na relação entre cidadão, profissional e sistema de Justiça e proteger a imagem da advocacia.

Prejuízo reputacional

Levantamentos indicam que, além de afetar a reputação da advocacia, os golpes impactam diretamente a rotina dos escritórios. Como a prática profissional não envolve solicitações de pagamentos urgentes por mensagens informais sem validação em canais oficiais, situações legítimas passam a ser recebidas com desconfiança pelos clientes.

O envio de orientações ou boletos de custas processuais, por exemplo, exige tempo adicional para esclarecimentos, contenção de prejuízos e apoio às vítimas. “Ao cidadão, recomenda-se sempre confirmar diretamente com o profissional, preferencialmente no próprio escritório, a veracidade das informações recebidas”, orienta Maruzia. 

Também é fundamental verificar os meios oficiais de contato indicados no contrato ou confirmados junto à OAB e ao Cadastro Nacional de Advogados (CNA). Em caso de suspeita, a orientação é registrar ocorrência na Polícia e comunicar a Ordem. Entre os sinais de alerta estão números de telefone desconhecidos, inconsistências na comunicação, erros de terminologia jurídica, falhas gramaticais ou explicações imprecisas.

Quando o próprio advogado é vítima

A Comissão chama atenção também para o impacto direto sobre profissionais que têm a identidade utilizada indevidamente. Nesses casos, a orientação é documentar a fraude, comunicar a OAB, registrar ocorrência policial e alertar clientes, a fim de prevenir novos prejuízos.

Em sua prática profissional, a doutora Maruzia, por exemplo, orienta os clientes, já no momento da contratação, sobre os meios formais de contato do escritório e alerta para golpes recorrentes, como o do falso advogado, falsas centrais bancárias e abordagens fraudulentas em nome do Judiciário, da Polícia ou do Ministério Público.

“Recomendamos que os escritórios adotem medidas preventivas, como a criação de um manual de boas práticas para comunicação com clientes e validação de solicitações financeiras”, acrescenta.

As denúncias podem e devem  ser formalizadas no site da OAB Paraná, em canal oficial voltado ao golpe do falso advogado, fortalecendo a resposta institucional e contribuindo para a prevenção de novos casos.

Atuação em diferentes frentes

No âmbito estadual, a OAB Paraná mantém diálogo constante com o Poder Judiciário e com os órgãos de segurança pública para fortalecer estratégias de proteção à advocacia e aos cidadãos.

Entre as iniciativas estão campanhas permanentes de orientação, ferramentas de verificação e denúncia, articulações com empresas de tecnologia e telefonia, além de medidas judiciais voltadas ao aprimoramento de mecanismos de controle e segurança em ambientes digitais, especialmente diante de falhas sistêmicas ou operacionais que podem ser exploradas por fraudadores.

Cartilhas gratuitas trazem orientação

A OAB Paraná também disponibiliza materiais informativos e didáticos voltados tanto à advocacia quanto à sociedade. As cartilhas podem ser acessadas gratuitamente, no site da instituição - Ordem dos Advogados do Brasil - Seção do Paraná (https://www.oabpr.org.br/)

- Acesse aqui a Cartilha técnica de prevenção ao golpe do falso advogado (https://www.oabpr.org.br/wp-content/uploads/2025/02/ebook-cartilha-tecnica-de-prevencao-ao-golpe-do-falso-advogado.pdf)

- Acesse aqui a Cartilha de orientação ao cidadão sobre o golpe do falso advogado  (https://www.oabpr.org.br/wp-content/uploads/2025/02/ebook-cuidado-com-o-golpe-do-falso-advogado.pdf)

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